Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
domingo, 20 de novembro de 2011
(outra parte de texto escrito em 1980)
"Sobreviver - árvore que extrai da terra a seiva e transforma-a em ar que respira e transforma novamente em terra: ciclo biológico ao qual estamos presos e ao qual viver é fugir dele, deixar a vontade seguir seu curso, escapulir do centro, cometer loucuras e voltar ao ciclo irremediável. Ser é a dúvida: penetrar ciclos e não-ciclos, tomar consciência deles, megulhar, depois aceitá-los ou combatê-los. Não-ser é obscuro e sólido - apossar-se do ser, lançar-se no abismo, desaparecer no vácuo, no escuro do mundo. Mas existir? Colocar-se em espírito a todas as coisas? Infiltrar-se nos intervalos energéticos das moléculas? incorporar-se? - existir é o Princípio".
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
(parte de texto escrito em 1980)
Do lado de fora a tarde clara, límpida depois da chuva. Estou mergulhado em um profundo azul. O lustre de cristal pende do teto, como pequenos sóis. A igreja azul violeta. Deixa-me dissolver em azul e violeta, peço suavemente. Espero o organista invisível tocar. Logo despertarei sobressaltado com os primeiros acordes do órgão. O azul ascende o corpo. O altar, o Cristo crucificado, o tapete vermelho, os bancos enfileirados. O desejo de esvaziar o espaço. De preencher o espaço de azul violeta. Irremediavelmente encharcado da cor. O ar muito denso e meus pulmões não se acostumam.
Toca, organista, eu peço. Ele me olha, adivinha a ânsia. Mas é mau, a própria Maldade do Azul. Ri e mantém o órgão em silêncio. Em espírito elevo-me e danço, enquanto a música invisível se espalha saída dos dedos do organista mudo. Os sentidos explodem, o corpo pede música de ondas, pede espaço real de azuis e violetas. Mais uma vez grito - toca, organista. Ele dedilha o ar, o azul comprimindo, expandindo - respirando por mim no silêncio ensurdecedor. Meu ato de humildade diante dele - lavarei seus pés por tamanha graça ter-se me dado: ouvir o azul sem um som que fosse concreto.
Uma fila de colegiais entra pela porta lateral. Profanam o templo com suas vozes abafadas. Substituirão o espaço do azul. Bancos, tapetes vermelhos, altares, crucifixo. Conversam em sussurros e expulsam o órgão. Vieram para cantar. E cantarão. Antes da tarde acabar. De acenderem o lustre de cristal. Do o azul ser substituído. Os adolescentes se posicionam nas escadas, cochicham e riem. Encobrem os sons azuis do órgão - Hosanah!
Logo eu sairei. Logo a realidade daquela meia hora da tarde esvanecerá para sempre. Eu saio com as mãos sujas de sangue de trucidar vozes brancas e o organista mudo. Eu me alivio com o ar de fora que se torna verde. Hosanah! Saio do sacrifício - adolescentes mortos: oferenda ao azul - Hosanah! Os sinos badalam seis horas. A tarde depois da chuva. As meninas jogando queimada. A fumaça dos ônibus. Tudo é um grande deus de mãos sujas e sangue.
Toca, organista, eu peço. Ele me olha, adivinha a ânsia. Mas é mau, a própria Maldade do Azul. Ri e mantém o órgão em silêncio. Em espírito elevo-me e danço, enquanto a música invisível se espalha saída dos dedos do organista mudo. Os sentidos explodem, o corpo pede música de ondas, pede espaço real de azuis e violetas. Mais uma vez grito - toca, organista. Ele dedilha o ar, o azul comprimindo, expandindo - respirando por mim no silêncio ensurdecedor. Meu ato de humildade diante dele - lavarei seus pés por tamanha graça ter-se me dado: ouvir o azul sem um som que fosse concreto.
Uma fila de colegiais entra pela porta lateral. Profanam o templo com suas vozes abafadas. Substituirão o espaço do azul. Bancos, tapetes vermelhos, altares, crucifixo. Conversam em sussurros e expulsam o órgão. Vieram para cantar. E cantarão. Antes da tarde acabar. De acenderem o lustre de cristal. Do o azul ser substituído. Os adolescentes se posicionam nas escadas, cochicham e riem. Encobrem os sons azuis do órgão - Hosanah!
Logo eu sairei. Logo a realidade daquela meia hora da tarde esvanecerá para sempre. Eu saio com as mãos sujas de sangue de trucidar vozes brancas e o organista mudo. Eu me alivio com o ar de fora que se torna verde. Hosanah! Saio do sacrifício - adolescentes mortos: oferenda ao azul - Hosanah! Os sinos badalam seis horas. A tarde depois da chuva. As meninas jogando queimada. A fumaça dos ônibus. Tudo é um grande deus de mãos sujas e sangue.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
reencontro com leitura da adolescência
![]() |
| imagem de www.dream-exchange.blogspot.com |
(Ray Bradbury, do prólogo de "O Homem Ilustrado", em Recordações do Futuro )
domingo, 30 de outubro de 2011
o mundo da criança
De "O Mundo da Criança", coleção publicada pela Editora Delta nos anos 50/60. Pela última vez. Acabei de ler a advertência: "reservados todos os direitos. Êste volume não pode ser reproduzido, no todo ou em parte, de qualquer forma, sem permissão escrita dos Editôres".
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
A linda rosa juvenil
Tentava abrir a porta do caixa eletrônico. Ela, dentro, veio ajudar. "Você é Gladstone?", perguntou. "Eu sou E..." "Nós já fomos princesa e príncipe um dia". Eu me lembrei. Da foto. Na segunda série. A linda rosa juvenil juvenil juvenil. Perguntei como ela tinha me reconhecido. Ela não soube explicar. Falamos sobre o que fizemos durante essas mais de 4 décadas. O tempo suficiente para a máquina entregar o dinheiro dela, o meu extrato. Haveria algo mais a dizer? Nós nos separamos. Felizes, talvez. Com um aperto de mão.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Vai em paz
Academia Limoeirense de Letras 2009
Tareja / Vitória Régia dos anos 80
Muitas saudades, amigo Antônio...
Assinar:
Postagens (Atom)





































