Meu nome é Aurora. Odeio. Nome de velha. Ok. Tecnicamente sou uma centenária.
Contaram-me. O resto são reminiscências. E recortes dos jornais da época. Afinal, dormi 100 anos. Começarei do princípio. O batizado.
Mamãe tinha tirado os 7 pratos de ouro, as 7 colheres, os 7 garfos, as 7 facas e os 7 talheres de sobremesa de prata, as 7 taças de cristal, os 7 guardanapos de linho, as 7 sopeiras de porcelana chinesa da cristaleira.
Para servir as 7 tias-madrinhas. Por ato falho mamãe começou a festa antes da tia-madrinha Setênia chegar. Solteirona. Problemática. Turrona. Ressentida. Ok. Se não fosse ela, não haveria história.
Ah, já me esquecia: as 7 tias-madrinhas eram fadas. Os presentes eram virtudes: bondade, beleza, inteligência, temperança, diligência, riqueza e humildade.
Tia Setênia chegou atrasada. Armando o maior barraco com o manobrista, o segurança, a recepcionista. O chefe do cerimonial interveio. Imaginem quando ela viu a festa acontecendo sem ela?
Ficou furiosa. Fora de si. Xingou. As piores imprecações. E a praga: eu morreria aos 15 anos, picada por agulha de máquina de costura.
Máquina de costura? Já naquela época era tão antiquado que ninguém se preocupou. Aqueles risonhos disfarçados, o promoter anunciando a próxima atração, o brinde. A festa seguiu como se quase nada tivesse acontecido.
As 6 tias-madrinhas boazinhas deram os presentes diante dos convidados. Em seguida reuniram-se com mamãe e papai em reservado. Impossível anular a maldição. Só amenizar. Tia Setênia era mesmo do babado.
Sono ao invés da morte. Dormir até ser despertada pelo verdadeiro amor. Na semana seguinte, 50 anos depois ou, sabe-se lá quando… Ou seja: parecido com morrer.
Por precaução (o seguro morreu de velho) papai fechou as fábricas, proibiu a importação e determinou a destruição de todas as máquinas de costura do reino.
Eu crescia cada vez mais bondosa, linda, inteligente, equilibrada, diligente, rica, humilde, modesta. E ignorante da minha sina.
Foi na semana da festa de 15 anos. Chovia horrores. Os amiguinhos (filhos e filhas dos criados) ajudavam nos afazeres dos pais. Mamãe não desgrudava do celular. Nada a fazer.
Eu nunca antes tinha notado aquela escadaria. Em espiral. Com cheiro de mofo e xixi de gato. Do alto vinha um barulho indefinível. Tipo um besouro. Ou videogame. Subi. No fim da escada havia uma porta. Entrei.
Estava lá uma velhota. Debruçada em um objeto esquisito. De onde saía o barulhinho. Tecidos por todos os lados. Curiosa, fui com a mão – o que é isso? – apontando para a agulha. A velhota não teve tempo de explicar. A agulha me picou (ou eu me piquei na agulha?).
Depois eu não me lembro. Só o lido nos recortes de jornal. Caí desmaiada. Provavelmente a velhota gargalhou, metamorfoseou-se em morcego ou mariposa e esvoaçou pela janela.
Legal esse trecho: “Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça. Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado. Adormeceu o cozinheiro que assava a carne e o servente que lavava as louças; adormeceram os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que enrolavam seus cabelos. Também o fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras parou de queimar, parou também o vento que assobiava na floresta. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio”.
Cresceu um matagal em volta do castelo. A notícia se espalhou. Virei conto de fadas. Eu e o resto da galera despertaríamos assim que me beijassem um beijo de amor verdadeiro.
Dezenas de aventureiros tentaram desbravar o matagal intransponível e despertar a bela adormecida. Desistiam ou morriam. Passaram-se 100 anos.
Foi um garoto. 17 anos. Bonito como um modelo. Filipe. Soube de mim em um texto da apostila do pré-vestibular. Bobinho, Cheio de fantasias. Apaixonou-se. Para minha sorte.
Cortou o mato. Entrou no castelo. Tudo e todos congelados. Afazeres interrompidos pelo sono. Subiu a torre. Me achou afundada nos tecidos. Disse que eu era idêntica à ilustração da apostila. Me beijou.
Acordei. O garoto beijava gostoso. Meu hálito devia estar um horror. Com licença, querido, vou escovar os dentes.
Veio com a conversa de casar felizes para sempre.
Casar? Depois de dormir 100 anos? Eu queria aproveitar a vida. Me atualizar. Sair. Fazer amigos. Balada. Festinha. Acampar. Fazer teatro. Intercâmbio. Etc.
A paixão dele passou rápido. Agora, namora meu pajem. Uma graça os dois juntos. Apesar da diferença de idade ficamos amigos.
Ele me ensina como me comportar nos tempos atuais. Tenho muito o que aprender. Ano que vem visitarei as primas em Barcelona. Papai quer que eu estude direito. Mamãe, me levar para fazer compras em Miami. As tias telefonam de vez em quando.
Papai e mamãe ficam horrorizados: eu morro de vontade de conhecer tia Setênia. Eu me identifico com ela. Esquisitona. Temperamental. Diferente. Voluntariosa. Tenho a impressão que a gente vai se entender super-bem.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
o escriturário (trechos - anotações a lápis no verso da folha 27)
Assim, além de solitário, o ser físico e animado compartilha seus planos modulares com seres imateriais.
Em termos comuns, a solidão do ser é povoada de fantasmas, aos quais erroneamente são denominados semelhantes.
A diferença entre o primeiro e o segundo plano modular é, basicamente, relacionada à alterações temporais quase imperceptíveis.
(palavras ilegíveis), a não ser, por exemplo, por um cansaço maior ao atravessar uma praça que parece maior do que realmente é, ou a sensação de já ter vivido aquela situação específica, provocada por alguma redução abrupta.
tensão do tempo, que se acelera ou e, às vezes, distorções espaciais sutis.
Em termos comuns, a solidão do ser é povoada de fantasmas, aos quais erroneamente são denominados semelhantes.
A diferença entre o primeiro e o segundo plano modular é, basicamente, relacionada à alterações temporais quase imperceptíveis.
(palavras ilegíveis), a não ser, por exemplo, por um cansaço maior ao atravessar uma praça que parece maior do que realmente é, ou a sensação de já ter vivido aquela situação específica, provocada por alguma redução abrupta.
tensão do tempo, que se acelera ou e, às vezes, distorções espaciais sutis.
o escriturário (trechos - finalizações)
Com a morte física do ser as membranas dos planos modulares fundem-se e se desintegram sem deixar vestígios.
Um erro comum é acreditar que os planos modulares acompanham a alma do ser em outras esferas de existência.
Não há outras esferas de existência a não ser aquelas delimitadas pelos planos modulares.
Os planos modulares encerram todas as possibilidades.
Com a morte física, os seres animados passam existir, na forma de projeção, em quaisquer planos modulares de quaisquer outros seres animados ou inanimados.
Um erro comum é acreditar que os planos modulares acompanham a alma do ser em outras esferas de existência.
Não há outras esferas de existência a não ser aquelas delimitadas pelos planos modulares.
Os planos modulares encerram todas as possibilidades.
Com a morte física, os seres animados passam existir, na forma de projeção, em quaisquer planos modulares de quaisquer outros seres animados ou inanimados.
domingo, 13 de novembro de 2011
o escriturário (trechos - modelações)
Por analogia ao plano modular material acessível à totalidade dos seres animados e inanimados, os campos modulares podem ser comparados a campos magnéticos esferóides, de amplitude e diâmetro variáveis, delimitados exteriormente por membranas também magnéticas, porém em frequência energética oposta ao do plano nela contido.
É essa inversão bipolar que define a propriedade delimitadora das membranas.
As membranas dos planos modulares do ser e entre os planos modulares de seres distintos são assim denominadas unicamente pela função delimitadora.
O ser em seus planos modulares é sempre solitário.
Nas interseções, geralmente aleatórias, entre planos modulares de seres distintos, o contato direto acontecido no plano modular da realidade palpável repercute nos demais planos da mesma forma que as ondas provocadas pela pedra atirada no meio do lago, perdendo paulatinamente a intensidade à medida que se afastam do epicentro.
O ser só possui materialidade no primeiro plano modular, o da realidade palpável. Porém, só interage, mesmo nos primeiros planos modulares de outros seres, por meio de uma projeção virtual de sua própria materialidade.
É essa inversão bipolar que define a propriedade delimitadora das membranas.
As membranas dos planos modulares do ser e entre os planos modulares de seres distintos são assim denominadas unicamente pela função delimitadora.
O ser em seus planos modulares é sempre solitário.
Nas interseções, geralmente aleatórias, entre planos modulares de seres distintos, o contato direto acontecido no plano modular da realidade palpável repercute nos demais planos da mesma forma que as ondas provocadas pela pedra atirada no meio do lago, perdendo paulatinamente a intensidade à medida que se afastam do epicentro.
O ser só possui materialidade no primeiro plano modular, o da realidade palpável. Porém, só interage, mesmo nos primeiros planos modulares de outros seres, por meio de uma projeção virtual de sua própria materialidade.
o escriturário (trechos - intercomunicações)
Cada ser, e somente um, habita um conjunto de planos modulares, e transita livremente naqueles que lhe são destinados.
Define-se projeção como uma representação, com todas as características sensoriais do ser, exceto sua materialidade.
O trânsito entre planos modulares próprios de cada ser não obedece à regra específica.
Os trânsitos entre os planos modulares são impulsionados pelos estados de ânimo do ser. Tanto psicológicos quanto fisiológicos: por exemplo, sonolência, tristeza, euforia, inquietude, apatia. Esses estados impulsionam o ser romper a camada que delimita um plano modular do outro.
O trânsito entre planos modulares de seres distintos ocorre somente quando há, no plano modular da realidade palpável, qualquer tipo de interação entre os seres.
Porém, a interação não se dá por compartilhamento de planos modulares. Há, sim, interseções entre as membranas que separam os planos de cada ser.
A única exceção ao postulado anterior é a morte física do ser.
Define-se projeção como uma representação, com todas as características sensoriais do ser, exceto sua materialidade.
O trânsito entre planos modulares próprios de cada ser não obedece à regra específica.
Os trânsitos entre os planos modulares são impulsionados pelos estados de ânimo do ser. Tanto psicológicos quanto fisiológicos: por exemplo, sonolência, tristeza, euforia, inquietude, apatia. Esses estados impulsionam o ser romper a camada que delimita um plano modular do outro.
O trânsito entre planos modulares de seres distintos ocorre somente quando há, no plano modular da realidade palpável, qualquer tipo de interação entre os seres.
Porém, a interação não se dá por compartilhamento de planos modulares. Há, sim, interseções entre as membranas que separam os planos de cada ser.
A única exceção ao postulado anterior é a morte física do ser.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
o escriturário (trechos - os seres pensantes)
Tanto os seres pensantes quanto os não pensantes habitam planos modulares. O número de planos modulares varia de ser para ser. Nunca ocorrem menos que três para os seres não pensantes. A quantidade de planos modulares de cada ser pensante raramente ultrapassa o 9º plano.
Ao contrário do senso comum, a categoria dos seres pensantes não abrange somente a espécie humana.
Da mesma forma, e como confirmação da regra, dentre a espécie humana encontram-se seres não pensantes.
Ao contrário do senso comum, a categoria dos seres pensantes não abrange somente a espécie humana.
Da mesma forma, e como confirmação da regra, dentre a espécie humana encontram-se seres não pensantes.
o escriturário (trechos - os seres inanimados)
Os seres inanimados são aqueles cuja vida existe em estado latente.
Define-se ser inanimado o ser desprovido das características essenciais da vida, desde o nível orgânico às manifestações mais diferenciadas da sensibilidade e do pensamento.
Em razão da sua estabilidade, os seres inanimados restringem-se ao primeiro plano modular do ser.
Em razão de sua estabilidade e imutabilidade, os seres inanimados podem ser reunidos em uma única categoria.
Os seres inanimados somente se transformam por ações físicas exteriores a eles.
Os seres inanimados habitam apenas o primeiro plano modular e são apenas projetados nos demais planos dos seres animados.
Define-se ser inanimado o ser desprovido das características essenciais da vida, desde o nível orgânico às manifestações mais diferenciadas da sensibilidade e do pensamento.
Em razão da sua estabilidade, os seres inanimados restringem-se ao primeiro plano modular do ser.
Em razão de sua estabilidade e imutabilidade, os seres inanimados podem ser reunidos em uma única categoria.
Os seres inanimados somente se transformam por ações físicas exteriores a eles.
Os seres inanimados habitam apenas o primeiro plano modular e são apenas projetados nos demais planos dos seres animados.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
o escriturário (trechos - realidade tangível & realidade palpável)
Os planos modulares são espécies de camadas que se sobrepõem, como películas ou cascas, à realidade tangível.
A realidade tangível corresponde ao primeiro plano modular do ser.
Por complemento, a realidade tangível é tudo aquilo que circunda o ser.
Acredita-se, erroneamente, que a realidade tangível é um plano modular compartilhado por todos os seres.
Esse erro se dá em razão das características e aparência quase idênticas entre a realidade tangível e a realidade palpável.
A realidade palpável é o ser, em si.
A diferença entre realidade tangível e realidade palpável é a materialidade da última.
A realidade tangível corresponde ao primeiro plano modular do ser.
Por complemento, a realidade tangível é tudo aquilo que circunda o ser.
Acredita-se, erroneamente, que a realidade tangível é um plano modular compartilhado por todos os seres.
Esse erro se dá em razão das características e aparência quase idênticas entre a realidade tangível e a realidade palpável.
A realidade palpável é o ser, em si.
A diferença entre realidade tangível e realidade palpável é a materialidade da última.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
o escriturário - parte 3
A história do escriturário não deu ibope. Nenhum acesso no post. Sequer um “curti” no Facebook. Assim, à moda das telenovelas inadimplentes (redução dos capítulos, extermínio de personagens secundários, mudança de caráter de protagonistas, revelação de segredos mornos ou assassinatos) aborta-se o projeto e anuncia-se, insistentemente, os últimos capítulos e cenas picantes da próxima.
O paper do escriturário suicida caiu nas mãos do chefe do Departamento de Pessoal da repartição. O chefe era um cara legal. Gostava de arte. Literatura. Era espiritualista. Escrevia versos. Tomava aulas de francês. E visitaria os grandes museus da Europa quando se aposentasse.
Além disso o chefe do Departamento de Pessoal redigia, editava, publicava e distribuía, de mesa em mesa, “O Farol”, semanário interno da repartição. Impressionou-se com a profundidade dos escritos do escriturário suicida. Condensou a coluna “causos” (onde publicava as cada vez mais escassas narrativas curiosas enviadas pelos funcionários) para inserir trechos dos escritos filosóficos do ex-servidor, classificados, segundo ele, por “focos temáticos”, a cada semana.
O paper do escriturário suicida caiu nas mãos do chefe do Departamento de Pessoal da repartição. O chefe era um cara legal. Gostava de arte. Literatura. Era espiritualista. Escrevia versos. Tomava aulas de francês. E visitaria os grandes museus da Europa quando se aposentasse.
Além disso o chefe do Departamento de Pessoal redigia, editava, publicava e distribuía, de mesa em mesa, “O Farol”, semanário interno da repartição. Impressionou-se com a profundidade dos escritos do escriturário suicida. Condensou a coluna “causos” (onde publicava as cada vez mais escassas narrativas curiosas enviadas pelos funcionários) para inserir trechos dos escritos filosóficos do ex-servidor, classificados, segundo ele, por “focos temáticos”, a cada semana.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
podem me chamar de meg, a medonha
Ele refém voluntário no castelo. Tecendo desculpas & justificativas & mentiras. Banho tomado & perfume & desodorante. Protelando a fuga. Ou esperando o salvador. Ou pronto para ser devorado. O que lhe importa é o papel de vítima.
Lá fora o príncipe-palhaço. Envelhecendo sem obter êxito na empreitada auto-imposta. Os ramos de espinhos crescendo em dobro a cada golpe da espada. Como as cabeças da hidra. Ingênuo ignorando a má vontade do prisioneiro em se ver livre.
...
Hoje estou doido para cometer pelo menos duas das atrocidades psicanalíticas abaixo:
- Barbazul: roer o cotoco de braço ou uns artelhos tenros do ladrão da rosa branca;
- Bruxa: empurrar o príncipe usurpador da virgindade de Rapunzel janela abaixo;
- Madrasta: convencer o pai a dar o sumiço nos pentelhos João & Maria;
- Rainha má: oferecer a maçã envenenada à tola Branca de Neve.
...
Quisera, agora, ter mesmo essa verve. Assumo, admito, bato no peito 3 vezes: estou mais para o incauto Dom Ratão. Que caiu na panela de feijoada na véspera do casamento com a Dona Baratinha que tinha dinheiro na caixinha.
...
Oremos:
Santa-Meg-das-personagens-críveis, se ele acordar e me beijar eu prometo tentar ser uma criatura melhor de agora em diante.
Santo-Máicon-dos-bons-enredos, eu vos suplico: dai-me hoje um final feliz.
Lá fora o príncipe-palhaço. Envelhecendo sem obter êxito na empreitada auto-imposta. Os ramos de espinhos crescendo em dobro a cada golpe da espada. Como as cabeças da hidra. Ingênuo ignorando a má vontade do prisioneiro em se ver livre.
...
Hoje estou doido para cometer pelo menos duas das atrocidades psicanalíticas abaixo:
- Barbazul: roer o cotoco de braço ou uns artelhos tenros do ladrão da rosa branca;
- Bruxa: empurrar o príncipe usurpador da virgindade de Rapunzel janela abaixo;
- Madrasta: convencer o pai a dar o sumiço nos pentelhos João & Maria;
- Rainha má: oferecer a maçã envenenada à tola Branca de Neve.
...
Quisera, agora, ter mesmo essa verve. Assumo, admito, bato no peito 3 vezes: estou mais para o incauto Dom Ratão. Que caiu na panela de feijoada na véspera do casamento com a Dona Baratinha que tinha dinheiro na caixinha.
...
Oremos:
Santa-Meg-das-personagens-críveis, se ele acordar e me beijar eu prometo tentar ser uma criatura melhor de agora em diante.
Santo-Máicon-dos-bons-enredos, eu vos suplico: dai-me hoje um final feliz.
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