sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
diário de férias do velho sátiro
Cisnes grasnam no charco. Os mugidos do cio de Pasífae trazidos pelo vento misturados aos trovões. Sapos e salamandras entram pelos ralos e pelos 7 orifícios da minha cabeça. O eunuco entoa cançonetas de vaudeville enquanto espana o pêlo dos lêmures empalhados.
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Acordei de madrugada com os agouros de um curiango. Interrompendo a carícia e o gozo do sonho. O eunuco aninhou-se em meu peito. Fechei os olhos e fui levado pela ausência. Quando acordei ele partira. Os únicos sinais de sua presença eram a foto do fauninho picada em mil pedaços no cinzeiro, um ramalhete de jacintos murchos na pia e a palavra θάνατος gravada com batom vermelho no granito do lavabo. Pena eu não entender patavina de grego.
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Por falar em augúrios, assistimos à revoada dos pterodátilos. Sobrevoaram as ruínas em círculos largos e espiralados e depois desapareceram na bruma entre os rasgos dos relâmpagos. Impossível precisar a hora: aqui a eternidade não se deixa medir.
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Fossem críveis as predições de Casssandra eu declinaria as férias de mil-e-um dias no Hades com tudo pago e sem direito a acompanhante.
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Acordei de madrugada com os agouros de um curiango. Interrompendo a carícia e o gozo do sonho. O eunuco aninhou-se em meu peito. Fechei os olhos e fui levado pela ausência. Quando acordei ele partira. Os únicos sinais de sua presença eram a foto do fauninho picada em mil pedaços no cinzeiro, um ramalhete de jacintos murchos na pia e a palavra θάνατος gravada com batom vermelho no granito do lavabo. Pena eu não entender patavina de grego.
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Por falar em augúrios, assistimos à revoada dos pterodátilos. Sobrevoaram as ruínas em círculos largos e espiralados e depois desapareceram na bruma entre os rasgos dos relâmpagos. Impossível precisar a hora: aqui a eternidade não se deixa medir.
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Fossem críveis as predições de Casssandra eu declinaria as férias de mil-e-um dias no Hades com tudo pago e sem direito a acompanhante.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
diario de férias do velho sátiro
A chuva brilhava nas silhuetas das árvores. O vento fustigava os galhos. O risco prateado dos relâmpagos no céu preto entrecortava os trovões. O rugir das ondas engolia os arrecifes, destruía o calçamento, emborcava os pedalinhos, desbarrancava a avenida, as residências da orla, derrubava as pilastras dos templos, as fortificações, as muralhas. E atiçava o apetite dos lobos.
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Saí para a varanda. Tirei a roupa. Quebrei o abajur, as garrafas de uísque e os copos. Invoquei raios fulminantes. Gritei. Amaldiçoei. Chorei. Gargalhei. Uivei. Gemi. Tossi. Gozei. Estrebuchei sobre os cacos de vidro no piso de granito. Molhado. Ganindo. Exausto. Os deuses zombaram dos meus chavões histriônicos e indolentes e abjetos e adiposos e frouxos e flácidos e repugnantes.
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O vento e a chuva e o granizo revolveram o quarto. Desfolharam os livros. Encharcaram as roupas nas malas. Molharam as fotos, os bilhetes do fauninho, os mapas rodoviários, o guia turístico, as revistas e os jornais velhos, a bíblia na gaveta da escrivaninha. Borraram a tinta dos poemas. Lavaram meu desespero manchando o chão da varanda.
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Dormi embebido em fel e súlfur. Acordei com a voz dos mortos me chamando através da persiana.
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Saí para a varanda. Tirei a roupa. Quebrei o abajur, as garrafas de uísque e os copos. Invoquei raios fulminantes. Gritei. Amaldiçoei. Chorei. Gargalhei. Uivei. Gemi. Tossi. Gozei. Estrebuchei sobre os cacos de vidro no piso de granito. Molhado. Ganindo. Exausto. Os deuses zombaram dos meus chavões histriônicos e indolentes e abjetos e adiposos e frouxos e flácidos e repugnantes.
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O vento e a chuva e o granizo revolveram o quarto. Desfolharam os livros. Encharcaram as roupas nas malas. Molharam as fotos, os bilhetes do fauninho, os mapas rodoviários, o guia turístico, as revistas e os jornais velhos, a bíblia na gaveta da escrivaninha. Borraram a tinta dos poemas. Lavaram meu desespero manchando o chão da varanda.
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Dormi embebido em fel e súlfur. Acordei com a voz dos mortos me chamando através da persiana.
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
o sorriso do gato cheshire & outro sorriso grotesco
Makoto Natsume, médico da Universidade de Osaka, identificou uma "síndrome da máscara de sorriso", que leva as mulheres a reprimirem suas verdadeiras emoções, causando depressão, dores musculares e lesão por estresse repetitivo da face.
Em outras palavras, a leveza forçada pode deixar a pessoa doente.
(...)
Há também o caso do cirurgião oral Robert Woo, de Auburn, Washington, que substituiu os dentes de sua assistente com um implante. Acontece que a família da moça criava porcos, e ela frequentemente falava sobre eles com os colegas no escritório.
Enquanto a assistente estava anestesiada, Woo fez uma espécie de brincadeira. Instalou dentes que pareciam presas de javali (que Woo deve ter achado similares aos dentes de porcos) e fotografou a funcionária sedada. Quando ela acordou, os dentes novos e corretos estavam no lugar.
No entanto, a assistente descobriu o que havia acontecido quando as fotos apareceram em uma festa do escritório.
Ela deixou o emprego e processou o cirurgião, recebendo US$250.000 (cerca de R$ 500.000).
(Texto de curso de motivação no trabalho, de Lisa Belkin, re-reblogada de http://marquesi-newsletter.blogspot.com.br)
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