domingo, 2 de março de 2014
leituras do carnaval: da biblioteca das moças - a solteirona
Trata-se de outro romance de Berta Ruck. A Solteirona. Volume 116 da Biblioteca das Moças.
Susie Brown tem 18 anos. É linda, prendada e inteligente. Órf ã de mãe, sente-se responsável por cuidar do pai, do irmão Maurício e dos amigos do irmão, frequentadores assíduos de "Os lilases", a casa onde vivem.
Slim, um soldado canadense gatíssimo, amigo de Maurício, de passagem pela casa, apaixona-se por ela. Susie recusa o pedido de casamento por achar que o pai e o irmão não sobreviveriam sem ela.
Passam-se os anos. Tomada pelos afazeres domésticos, Susie não pensa em casamento, ocupadíssima com as tarefas domésticas. Então mudam-se para a casa ao lado Mrs. Lane, uma viúva fogosa e sua filha Rose, de 18 anos (a descrição de Mrs. Lane por Berta Ruck faz lembrar a Divine, de Pink flamingo).
Para surpresa geral, Papai (o pai de Susie) casa-se, não previsivelmente com a viúva Mrs. Lane, mas com Rose, a filha teen desmiolada. Susie perde espaço na casa (que passa a ser controlada pela viúva-sogra) e decide mudar-se.
Emprega-se como aia de Mrs. Moss, outra viúva riquérrima e mal-humorada. Mrs. Moss tem um único parente e herdeiro: o ator de 2a. linha Ronnie Vincent. Que passa a assediar Susie. Susie apaixona-se por Ronnie Vincent. Até que a verdade se revela. Mrs. Moss morre subitamente. Ao conhecer o teor do testamento de Mrs. Moss, Ronnie despreza Susie. Usou a empregada para reaproximar-se da tia rica e com isso apossar-se da fortuna.
Nisso, Susie já tem 30 e poucos anos. Vai-se desleixando mais e mais. Descuida da pele, dos cabelos. Usa roupas e chapéus horrorosos comprados em brechós. Mora em espeluncas de solteironas melancólicas. Como se fosse o fim da linha.
Com a morte de Mrs. Moss, ela emprega-se como secretária particular "faz-tudo" da irascível Miss Lavallière, cantora, estrela de teatro e de cinema.
Estoura a 2a. Guerra Mundial. Miss Lavallière tem que fazer um pronunciamento no rádio, para os soldados aliados. Ocorre um imprevisto, impossibilitando Miss Lavallière de falar. Susie, dona de uma linda voz, é encarregada pelos empresários da popstar, de ler o discurso da patroa.
O discurso terceirizado traz consigo surpresas. No dia seguinte, Susie recebe flores, com um cartão, adivinhem de quem? de Slim, de tantos anos atrás. Slim lutava com os aliados, no exército canadense. Tinha ouvido a leitura radiofônica e se apaixonado pela voz de Susie, sem saber que era aquela Susie do passado remoto.
A essa altura, Susie está com 40 anos, mas com cara e corpinho de 50. O próprio estereótipo da solteirona desmazelada.
Porém, ao constatar que seria sua última oportunidade, a chama da vida e da juventude reacende nela. Procura a sobrinha, proprietária de um salão de beleza chiquérrimo, que a produz (ou a transforma). Susie rejuvenesce pelo menos 15 anos.
Final feliz: Slim, também na faixa dos 40, continua gato. O melhor de tudo: divorciado. Nunca esqueceu Susie que, por obra e graça da sobrinha, estava deslumbrante.
Finalmente, mais de 20 anos depois, Susie aceita o pedido de casamento de Slim. Pelo jeito, vivem até hoje felizes. Nas plagas geladas do Canadá. Talvez para sempre.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
da série: educação infantil - água é só pra se beber
Encontrei hoje restos de uma coleção de livros infantis lidos e folheados à exaustão por mim há quase meio século, depois por meus irmãos e depois ainda por alguns sobrinhos e filho. As ilustrações são lindas, cores vivas, paisagens, animaizinhos fofos, etc. Porém, só 50 anos depois, pude perceber a mensagem subliminar dos diálogos (na maioria das vezes negativa e conservadora) e os valores incutidos nas nossas cabecinhas. Os medos, as inseguranças, os preconceitos, o controle, estava tudo lá. Alguns, creio, superei, superamos. Outros permanecem, e exigem vigilância contínua para que não se manifestem ou que sejam minimizados. Por isso a série inaugurada e concluída hoje mesmo: educação infantil.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
o ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade de complicar as coisas
aprendi tudo ao contrário depois, ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito, um medo pelo que não se vê, como ter medo do escuro porque o bicho-papão pode estar à espreita para nos puxar os cabelos. esperar por deus é como esperar pelo peter pan e querer que traga a fada sininho com a sua minissaia erótica tão adequada à ingenuidade das crianças. o ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade de complicar as coisas.
valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis
valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis
domingo, 16 de fevereiro de 2014
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