quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O pato que queria ser o Tio Patinhas - parte 3

Para o pato, ter sido o Tio Patinhas bastava. Mas a pata era insaciável. O pato repetiu as palavras do peixe. A pata exasperou-se: Jumento! Só mais 3 desejos?
 
Pois eu preferia que me nascessem orelha e rabo a aguentar tanta falta de respeito - o pato retrucou. 
A pata viu horrorizada surgirem orelhas e rabo cabeludos surgirem no pato.
 
Tomado de fúria, o pato não notou a transformação. Continuou: eu preferia voltar a ser pobre, mais pobre que o Tio Patinhas, pobre do jeito que a gente era antes de encontrar o peixe do que pedir a ele nem que fosse um alfinete.
 
Ai, meu deus! gemeu a pata. No mesmo instante o edifício de 152 andares se transformou-se primeiro na caixa forte e por fim no velho e miserável ninho. As roupas chiques da pata viraram molambos. As joias, bijuterias. O perfume francês virou colônia paraguaia.
 
Além do mais – continuou o pato – eu queria mesmo...
A pata era rápida em matemática. Fez as contas: o pato tinha desperdiçado 2 desejos. Faltava 1. Precisava salvar a situação, custasse o que custasse. Interrompeu. Implorou:
Nem mais uma palavra ou você põe tudo a perder.

(continua amanhã)

Nenhum comentário: