Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens
domingo, 1 de junho de 2014
domingo, 6 de outubro de 2013
diário fotográfico. cenografia (m)eu caio:
| dia 1: maquete |
| dia 2:início da montagem |
| dia 3: afinação da luz |
| dia 3: afinação da luz |
| dia 3: afinação da luz |
| dia 3: afinação da luz |
| dia 3: saída do teatro |
| banner com a velha olivetti |
| dia 5: detalhes do cenário pintados à mão |
| dia 5: detalhes do cenário pintados à mão |
| dia 5: detalhes do cenário pintados à mão |
sábado, 17 de novembro de 2012
butoh no parque 3
(Clorofeelings, resultado de oficina, Jinen Butoh, Astushi Takenouchi e Hiroko Komiya, apresentação no Parque Olhos D'água, Brasília, 17.11.2012)
butoh no parque 2
(Jinen Butoh, Astushi Takenouchi e Hiroko Komiya, apresentação no Parque Olhos D'água, Brasília, 17.11.2012)
butoh no parque 1
Jinen Butoh, Astushi Takenouchi e Hiroko Komiya, apresentação no Parque Olhos D'água, Brasília, 17.11.2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
o espelho
![]() |
| (foto: Mila Petrillo) |
O espectador senta-se diante do espelho. Ele vê, nítido, o quarto refletido no vidro. Ouve bolhas, cigarras, pios, música das estrelas. Mais nada. A não ser o espaço vazio onde ele deveria se refletir.
...
De acordo com o Dicionário dos Símbolos, especular era observar o céu e os movimentos das estrelas com o auxílio de um espelho (speculum). Sidus (estrela) deu considerar, que significa olhar o conjunto das estrelas.
Então: diante do espelho o espectador especula. Para considerar. Será ele a silhueta difusa, aquele que não se vê no vidro? Ou será ele também a sequência de Outros, os personagens-Eu que surgem e ocupam o lugar do reflexo, do outro lado do espelho? Eles misturam-se. O espectador defronta-se com a impossibilidade de distinguir. E se embaça ao considerar sobre o espelho.
...
O conto “O Espelho”, de Machado de Assis, é o ponto de partida para a instalação concebida por Simone Reis e Iain Mott. Trata-se de uma estória dentro da estória. Cinco senhores cinquentões especulam sobre a consistência da alma. Segundo Jacobina, que narra um episódio de seu passado, cada ser humano possui duas almas: uma que olha de dentro para fora e outra que olha de fora para dentro.
...
O Espelho é um espetáculo. No sentido de Farsa, Teatro, Encenação. Ver e ver-se – e quem sabe, refletir-se por meio de símbolos, códigos, imagens, sons, palavras, disfarces articulados, no ator, performer, encenador – o Outro.
Também é circo, é burlesco. Pois apesar da tecnologia sofisticada, Iain Mott faz surgir os personagens-Eu criados por Simone Reis por meio do jogo de vidros/espelhos chamado pepper-ghost, utilizado no teatro inglês do século XIX e nas apresentações da mulher-gorila dos circos e dos parques de diversão.
(O burlesco e circense foram captados ereproduzidos com maestria na cenografia de Nelson Maravalhas).
...
Por falar em Mulher-gorila...
Seriam os personagens-Eu de Simone Reis desdobramentos polidos, adestrados, educados, adequados, sobrepostos e humanizados da burlesca mulher-gorila que habita o espectador? O vidro-jaula que separa o espectador do monstro há de conter a fúria de Monga, caso falhe algum comando na casa das máquinas que funciona nos fundos da instalação?
...
Ao adentrar a instalação, o espectador não deve cometer o mesmo erro da estouvada Alice, de Lewis Carroll, de impor as suas próprias razões ao aparente disparate que prevalece do outro lado do espelho.
Da mesma forma que rainhas, sufis, santas, divindades, cangurus salteadores, suicidas – e tantos outros personagens-Eu podem não ser apenas aquilo que aparentam, a lógica de O Espelho pode estar disposta em camadas e mais camadas de i-lógica.
...
Ao invés do espectador perguntar ao espelho (como a madrasta má): “existe alguém mais bonita do que eu?”, são os personagens-Eu questionam a vaidade, os valores, os medos, os rompantes, a sanidade mental do espectador. São eles que perguntam: “você acha que eu sou louca?” “Você me acha bonita?”
O Espelho é puro teatrinho. Brincadeira de criança. Jogo ao qual Simone Reis e Iain Mott convidam o espectador a participar. O espectador não é mais um dos cinquentões do conto de Machado. É criança a transformar a realidade palpável: usa a coroa de cartolina e papel laminado da rainha, da santa; fuma o charuto-de-alface do magnata; veste o cobertor velho virado em manto sagrado; percute as castanholas-chocalho de bebê; disfarça-se com óculos, nariz e bigode postiço; atira com revólveres de espoleta e provoca suicídios, assassinatos, golpes de estado, revoluções.
...
Em O Espelho fica evidente a maturidade da atriz e performer Simone Reis. Ao compartilhar a direção com Iain Mott, combinam-se o arrebatamento e a fleuma com resultado surpreendente. As contradições aparentes são recobertas por uma camada delicada de poesia. Quase luz. Quase aura.
...
Zé Celso Martinez coloca Simone Reis no patamar das cômicas-zen Regina Casé e Dercy Gonçalves: O espectador-eu ampliaria a lista. Com os nomes das eternas juradas da tevê brasileira, referenciais estéticos e antifilosóficos com quem Simone Reis certamente aprendeu, diante de outra tela/espelho: Elke Maravilha; Aracy de Almeida; Wilza Karla; Márcia de Windsor; Maria Alcina. Cada uma segurando um lírio branco (ou uma rosa vermelha ou amarela, de plástico) distribuída pelo rabugento Pedro de Lara.
...
Para concluir, o espectador pode recorrer ao sufismo e ao Tao: o espelho é o atributo da rainha. O homem se utiliza do homem como espelho.
...
(O Espelho é uma instalação teatral mostrada na Galeria de Artes Van Gogh, em Sobradinho, de 21 de setembro a 21 de outubro, e no Foyer do Teatro Newton Rossi, em Ceilândia, de 26 de Outubro a 26 de Novembro).
segunda-feira, 7 de maio de 2012
sábado, 23 de abril de 2011
Shakespeare 1
Esse amor, cujos olhos encontram-se eternamente vendados, deverá, mesmo sem visão, encontrar rumos para seu desejo! (...) Amor beligerante, ódio amoroso, tudo e qualquer coisa, nascidos do nada! Uma pesada leveza, uma grave vaidade, um caos deformado de formas aparentemente tão bonitas! Pluma de chumbo, fumaça brilhante, fogo gelado, saúde doentia! Um dormir sempre insone, que não é nada daquilo que é! - Esse amor sinto eu, que não sinto nenhum amor em retorno. (Romeu e Julieta, 1o. ato, cena I)
sábado, 22 de janeiro de 2011
Rei Lear, Ato III
Cena I
(...)
Kent: Eu te conheço. Onde está o Rei?
Cavaleiro: Lutando com o furor dos elementos; ordena aos ventos que atirem a terra dentro do mar ou cubram o continente com ondas gigantescas para que as coisas mudem ou deixem de existir. Arranca os cabelos brancos que as rajadas violentas, numa raiva cega, apanham em sua fúria e reduzem a nada. Do seu desprezível mundo de homem ele se agiganta, escarnecendo das voltas e revoltas do combate entre a chuva e o vento. Numa noite assim, quando a ursa esfaimada, que amamenta os filhotes, prefere não sair da toca, e o leão e o lobo, com o estômago roído pela fome, preferem consevar o pêlo seco, ele corre com a cabeça descoberta, invocando o fim do mundo.
Cena II
(...)
Lear: Sopra, vento, até arrebentar tuas bochechas! Ruge, sopra! Cataratas e trombas do céu, jorrem torrentes até fazer submergir os campanários e afogar os galos de suas torres. Relâmpagos de enxofre, mais rápidos que o pensamento, precursores dos raios que estraçalham o carvalho, queimem minha cabeça branca. E tu, trovão que abala o universo, achata para sempre a grossa redondez do mundo! Quebra os moldes da natureza e destroi de uma vez por todas as sementes que geram a humanidade ingrata!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Foto de antigas eras
Assinar:
Postagens (Atom)













